AR.TEC Assistência Técnica

Reclamação

Entidade visada: AR.TEC Assistência Técnica –

Reclamante: Gaspar C. P. Lima

Em 28 de Janeiro 2013, solicitei os serviços técnicos da AR.TEC, para reparar uma avaria no exaustor de cozinha de marca Teka, modelo DS 90 inox.

Na altura o Sr. que se apresentou como Fernando António, responsável da empresa AR.TEC, garantiu-me ser agente oficial credenciado da Teka e portanto habilitado para resolver a situação.

N altura acertada a AR.TEC fez deslocar a minha residência, um técnico que após pouco menos de 40 minutos, (ressalto que já tinha o exaustor previamente desmontado e facilmente acessível ao manuseamento) entre a revisão do condensador, da placa concluía tratar-se de uma avaria no motor “estava colado” segundo a expressão do próprio.

Depois dois-três puffs de óleo o motor acabou arrancando embora de forma anormalmente ruidosa e perdendo 3 das quatro velocidades em que normalmente trabalha.

Tentando dar como terminado o trabalho foi dizendo que assim ainda iria aguentar mais umas horitas e que daria “para desenrascar” até porque um motor novo e da marca, custaria quase o mesmo preço do exaustor. Melhor seria colocar um “motor dos baratos”.

Perante a minha perplexidade e indignação não compreendia como um técnico de uma conceituada marca promoveria tamanha solução.

Decididamente na minha óptica justificava-se perfeitamente a compra de um motor até porque o exaustor apesar dos três anos de existência, estava bem conservado pela regularidade dos serviços de limpeza e manutenção que foi tendo ao longo dos anos.

Assim optei pela troca do motor uma vez que o técnico prontificou-se em arranja-lo em dois três dias. Seria o tempo de solicitação e entrega. Assim ficou acertado.

Pela deslocação mais 40 minutos de trabalho pediu-me 60 euros sem IVA ( 20 euros pela deslocação e 40 euros pelo trabalho/hora). O IVA pagaria quando terminasse o trabalho com a montagem do motor.

Como comprovativo entregou-me um cartão de visitas da AR.TEC, com o nº da folha de obra, a data e o valor por mim entregue e com a sua assinatura. (cópia em anexo).

Confiante e optimista na resolução em tempo definido, esperei pelo contacto da empresa.

Ao terceiro dia sem qualquer resposta da AR.TEC, contactei o técnico que justificou-se dizendo que aguardava resposta do fornecedor.

Ao 6º dia como ainda não obtivesse da parte da AR.TEC qualquer sinal, telefonei ao técnico que pressionado disse-me que o motor estava esgotado e portanto não disponível no mercado português.

Preocupado Insisti que me enviasse por msg a referência do mesmo. Tratando-se de uma marca espanhola sempre haveria a hipótese de pedir o envio a partir de Espanha, pensei.

Sem qualquer referência do motor, porque até hoje continuo a espera da msg da AR.TEC, procurei e por meios próprios consegui os nºs de registo e modelo e contactei a TEKA Espanha que me garantiu não ser verdade a ruptura de stock em Portugal e como prova redireccionou a minha chamada para a TEKA Portugal, Parque-Expo que imediatamente confirmou a existência do material em causa e a sua disponibilidade.

Com a certeza da disponibilidade do motor em Portugal, do seu preço (93Euros) já com IVA, realçando que o actual preço do exaustor ronda os 430 Euros, pensava estar no caminho certo. Sempre valeria a pena a troca do motor.

Com a certeza da existência e fácil disponibilidade de aquisição do motor e como uma semana depois continuasse sem qualquer resposta ou sinal da AR.TEC ou do seu técnico, contactei a AR.TEC.

Queria denunciar a insólita situação, precisava de resolver a situação ainda pendente da minha cozinha que se mantinha há já uma semana disfuncional.

Nesta tentativa fui atendido pelo responsável da empresa AR.TEC, Sr. Fernando António que para minha surpresa, sempre de forma intimidatória, desrespeitosa e atentatória à minha integridade moral, foi negando desesperadamente todo o historial, nunca admitindo os erros e omissões, da sua empresa (AR.TEC) e dos seus colaboradores, a falta de profissionalismo, a ausência de moral e ética, e sempre numa tentativa vã de encaminhar a conversa/discussão para patamares de agressividade verbal desmedida, pelo que percebi, ia procurando argumentos para o abandono da reparação.

Calma e serenamente comuniquei-lhe da existência do material em Portugal, da sua localização e que aguardava a todo o momento o contacto do seu técnico ou mesmo o seu, para combinarmos a conclusão da obra.

Passados que foram 72h sem qualquer resposta ainda tentei por diversas vezes o contacto telefónico sem qualquer sucesso.

O QUE DENUNCIO?
1. Uma reparação defeituosa.

2. A falta de informação e mesmo a desinformação consubstanciada no cartão de visitas da empresa AR.TEC, cujo site e email são inexistentes e com nºs de telefone de contacto difíceis e Fax constantemente “ocupado”. (ver em anexo).

3. O direito a qualidade no serviço prestado. O exaustor em conserto foi abandonado semi-montado, com parafusos expostos.

4. O direito a protecção da minha saúde e segurança física, uma vez que para além de parcialmente montado o motor eléctrico estava exposto e era extremamente ruidoso o que tornava inviável a sua utilização, pelo risco acrescido de acidentes, como incêndio, electrocussão, e lesão do aparelho auditivo.

5. A tentativa ilícita de omissão, com propósitos pouco claros, assumindo que o motor estava esgotado no mercado.

6. A tentativa ilícita do uso da minha falta de conhecimentos na área para impingir a execução de serviços de acordo com os não claros interesses da firma AR.TEC

7. O incumprimento do prazo proposto e sem justificação para o fim da reparação.

8. A cobrança de 40 euros/hora acrescida de 20 euros pela deslocação que julgo muito inflacionada para o nosso mercado. Veja o exemplo do preço/hora para um enfermeiro especializado de nível superior e graduado que aufere de menos de 8 euros/hora.

9. A forma desrespeitosa, intimidatória e provocatória como fui atendido pelo Sr. António Fernando, quando tentei reclamar o mau serviço prestado pela sua empresa a AR.TEC.

10. A arte da facturação com e sem IVA, só emitindo a factura depois de terminado o trabalho. (que pelo menos neste caso foi abandonado).

Lisboa, 07 de Fevereiro 2013-02-06
Gaspar Lima

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