Centro de Saúde de Aljustrel

Depois de encontrar este site, venho disponibilizar uma reclamação feita por mim, que neste caso já é a segunda reclamação descrita o mais detalhadamente a fim de dar conhecimento do que se passa no Centro de Saúde de Aljustrel.

Depois de ter efectuado a primeira reclamação, foi emitida uma carta pelo SAI-USBA onde discordei de imediato assim que abri e li a referida.

Entendo eu, que depois de verificar a situação e a resposta obtida nessa carta, que tudo o que se passa por estes Centros de Saúde, apesar de existirem reclamações no respectivo Livro de Reclamações acaba por ficar arquivado sem que seja criado qualquer inquérito rigoroso sobre o assunto e sem que se aplique qualquer castigo e ou indemnizações.

Sendo o Senhor que acuso habitualmente utilizador de termos e de palavras que não se devem utilizar, podendo eu provar esses termos e palavras pretendo ir ate ao fim com esta minha queixa.

Já encaminhei a mesma para vários locais (Entidades de Saúde) que como resposta, tenho que a mesma reclamação foi enviada para a Entidade da Zona, o que me leva mais uma vez, a mesma situação, que tudo fica na estaca zero.

Agradeço assim a todos os leitores que estejam por dentro destas coisas, de direito, que me possam indicar a melhor forma de eu fazer justiça.

Obrigado por este espaço, aguardo indicações ( electrocruz@sapo.pt )

Referente a Exposição Nº277/2011

SAI-ULSBA/2011/7452

Aljustrel, 20 de Setembro de 2011

V. Exas., venho eu José Manuel Tome da Cruz na qualidade de filho de Manuel da Cruz Peleja, dar seguimento e resposta ao vosso argumento, o qual discordo na totalidade, onde toda a informação descrita na vossa SAI-ULSBA/2011/7452 de 02/09/2011 para alem de não ser verdadeira, oculta muita outra informação.

O meu pai, Manuel da Cruz Peleja começou a viver outra fase da sua vida quando lhe foi diagnosticado em meados de Outubro de 2010 um Tumor maligno e mais tarde (Novembro de 2010) operado sendo-lhe retirado parte do maxilar superior, céu da boca, etc. etc.), ficando o mesmo muito debilitado e sensível, quer visualmente e fisicamente ficou marcado, onde qualquer pessoa mesmo pouco culta se apercebia bastando olhar para o senhor o seu estado.

Tudo se passou na tarde de 8 de Agosto pelas 16 horas e 10 minutos quando o meu pai foi forçado a deslocar-se ao Centro de Saúde de Aljustrel para tratar uma infecção que lhe apareceu num braço devido a ter tido naquele sitio um cateter para levar soro uns dias antes, nada nem ninguém esperava ou fazia propositadamente para infectar uma picadela que se cura ao fim de um dia.

Devido a sua fragilidade o mesmo foi acompanhado pela Nora dirigindo-se ao balcão desta unidade a fim de poder ser tratado.

No balcão de inscrição encontrava-se de serviço a Funcionaria Cesaltina e onde se encontrava presente também o Sr. Enfermeiro Francisco Mestre.

O Sr. Enfermeiro pelo facto de ter algum conhecimento com a minha esposa (e só com a minha esposa, contrariando a exposição por voz apresentada que Sr. enfermeiro nos conhece de longa data sendo este argumento falso) dirigindo-se a ela pergunta “então o que é que andas aqui a fazer”, respondendo a minha esposa “ venho com o meu sogro para ver esta infecção neste braço devido a um cateter que ele teve aqui colocado e já que aqui estamos aproveitava para arranjar o adesivo da sonda que se esta a desprender”.

Nesta altura o Sr. Enfermeiro começa com uma comunicação mais agressiva “então isso também? Não tens adesivos lá em casa? (referente ao adesivo)”, depois começou por perguntar se o Sr. Manuel estava a tomar algum anti-inflamatório, onde a resposta foi não saberem, pelo facto do Sr. estar a tomar tanta medicação devido ao problema oncológico que tinha.

Resposta do Sr. Enfermeiro “então está a tomar as coisas e não sabe o que esta a tomar?” em resposta por parte da minha esposa “não sabe não, é tanta coisa”, o Sr. Enfermeiro questiona “então afinal de onde é que vem a doença?”

Mas tudo isto em tons agressivos, a minha esposa vendo a maneira como o Sr. enfermeiro se dirigiu respondeu “desculpa mas se não queres estar aqui, vai de ferias, vai para casa” ficando a minha esposa a olhar para ele com uma cara de espantada (por outros termos, com cara de parva) com o dialogo.

Ainda com alguma coragem o meu pai viu a má vontade, a agressividade e o modo como este profissional se dirigia e pronunciava que disse ”não há problema, deixe estar que nós vamos a uma farmácia e alguém vai resolver a situação, tudo se resolve”.

Nesta altura o Sr. Enfermeiro utilizando o palavrão grosseiro dirigindo-se ao meu pai “Agora está para ai feito BESTA”, nesta altura a minha esposa teve que lhe responder “então? Besta és tu, estas agora a chamar isso ao homem?” só não começou a chorar porque tinha o meu pai ao lado e não o queria abater ainda mais do que ele já estava.

A triagem do Sr. Enfermeiro continuou transmitindo “ é isso é uma infecção e tem que ser tratada”

“Mas como é que deixou infectar isso” perguntou o Sr. Enfermeiro, em resposta pelo Sr. Manuel “deve ter sido no banho”, responde o enfermeiro “não sabe que isso não é para apanhar água?”.

Parece que depois de satisfeito com o desabafo que teve, o Sr. Enfermeiro dirigindo-se para a Sra. Cesaltina “vá inscreva lá aí o homem”.

Tal inscrição foi efectuada nessa altura pela funcionária, onde o utente em causa aguardou uns momentos, tendo sido depois atendido dignamente por outros profissionais.

Desde então, a postura do meu pai, o moral, nunca mais foi o mesmo, e esta causa foi uma das que contribuiu a que ele ficasse mais nervoso, considerar-se inútil e o levou abaixo de dia para dia ate ao momento que nos deixou.

Este caso tem que ser resolvido, não por ser meu pai, mas por ser um utente, e casos destes não se podem repetir nem acontecer.

Este Sr. enfermeiro tem mais casos em que teve envolvido e com toda a certeza existem reclamações no livro de reclamações, elas não podem ficar arquivadas.

Tive a honra de me deslocar a este centro de saúde de Aljustrel no dia 13 de Setembro pelas 15 horas para ser atendido pela Sra. Coordenadora do respectivo centro, onde a mesma me recebeu muito atenciosamente.

Comecei por questionar a Sra. Doutora sobre como se trata uma infecção e os seu procedimentos.

A resposta dada foi a que eu esperava, contradizendo a terceira alínea da carta por vos enviada, o meu pai não tinha qualquer guia de tratamento porque o mesmo não ia fazer nenhum tratamento, ia apenas tratar uma infecção que lhe apareceu no braço.

Questionei também a Sra. Doutora qual o procedimento quando um doente se dirige o um Centro de Saúde.

Onde a resposta foi que seria feita a inscrição do doente e posteriormente aguardaria para ser chamado a fim de efectuar a triagem.

Nesta situação foi feita triagem em público, ocupando um local de trabalho de outro funcionário, tendo sido forçado enquanto as questões colocadas, um doente muito debilitado ficar ali de pé ate ser inscrito.

Existem testemunhas da ocorrência, onde a Sra. D. Cesaltina vossa funcionaria e de serviço na altura pode comprovar tudo o que esta aqui apresentado.

Realço ainda que e com respeito a conhecimentos de longa data, não se podem misturar amizades com trabalho, sendo apresentado na vossa resposta, na alínea 6, que esse funcionário tem conhecimentos pessoais quer com o utente em causa, quer com a acompanhante de longa data, onde esta afirmação e completamente falsa, pois esse vosso funcionário apenas conhece a minha esposa de a alguns anos, o meu pai ou a família da parte do meu pai não conhece ninguém.

No entanto, quer para ele como profissional, quer para os profissionais que estão a tratar deste assunto, não é razão para alguém apenas por conhecer uma pessoa de longa data, tratar mal alguém ou mesmo utilizar linguagem menos cuidada como V Exas. descrevem.

“Está para aí feito besta” fiquei indignado por V Exas. considerarem isto linguagem menos cuidada, onde para mim e para toda a gente a quem apresento esta situação considera isto uma ofensa.

Espero que esta situação seja devidamente analisada e que se faça justiça a este funcionário.

Informo que irei continuar com esta queixa ate a mesma ser resolvida, irei comunicar a situação a outras instâncias, e a entidades públicas para assim fazer justiça e mostrar o que existe no nosso sistema.

By: José Manuel Tome da Cruz

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1 Comentário para “Centro de Saúde de Aljustrel”

  1. assinadobaixo diz:

    Muito boa tarde, hoje dia 16 de Janeiro, quando me dirigi ao Centro de saúde de Aljustrel, fiquei indignada quando verifiquei neste referido local existia um movimento de miudagem bem como funcionários a utilizarem listas, onde me confrontaram com uma lista para eu assinar.
    Essa mesma lista não tinha qualquer informação para que se destinava, a informação está a ser oculta e muita gente está a assinar esta lista sem saber o que se trata e ate mesmo com medo de represálias.
    Eu mesma fiquei sem saber o que se tratava, só depois me foi transmitido de boca que se tratava de um abaixo-assinado para alguém não sair deste serviço.
    Até que ponto isto é legal ser feito desta forma e os próprios funcionários praticarem a mesma.
    Para mim, isto parece mesmo uma brincadeira de crianças onde as chefias deveriam agir e por termo a estas situações.

    Cumprimentos

    Utente do Centro de Saúde de Aljustrel

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