CTT de Vila Real

No dia 2 de Novembro passado dirigi-me à estação dos CTT, em Vila Real, situada na Quinta da Araucária, Lote 2, Loja 1, 5000-998 VILA REAL, para envio de livros para outros leitores.

Chegada a minha vez a funcionária que me atendeu ao balcão, quando ouviu que eram livros para serem enviados através da taxa editorial disse logo que não podiam ser enviados assim, pois os envelopes não podiam ir fechados, a que argumentei que se comprasse os envelopes naquele momento e ali tinha que os fechar só que teria que ser em cima da fita-cola que trazem para possível verificação postal.

No entanto disse-lhe que podia abri-los para verificar o que lá ia, pois de facto os envelopes devem, ser fechados na frente de quem nos atende.

Depois de abrir os envelopes um a um e de mostrar o que ia em cada um deles, a senhora pôs-se a verificar os livros minuciosamente e acabou por afirmar que aqueles livros não podiam usufruir da taxa editorial pois eram livros sem ISBN e como tal não usufruem do estatuto de livro para envio em taxa editorial.

Argumentei que eram livros antigos e que de facto não possuíam tal identificação, mas que eram livros na mesma. De facto eram edições dos anos setenta do século passado a na altura não havia ISBN-International Standard Book Number, mais conhecido pela sua sigla ISBN, em português Número Padrão Internacional de Livro, um sistema identificador único para livros e publicações não periódicas.

Então agora pergunto eu se então a taxa editorial que dá para enviar livros entre particulares e a outros leitores não abrange livros antigos?

Então têm de ser destruídos e deitados fora porque apesar de serem livros não usufruem destas condições? Fica esta pergunta, desde já, para que essa instituição me responda.

E com estas atitudes em nada louváveis acabei por não enviar livros alguns, uma vez que os tive de tirar todos dos respectivos envelopes e onde iam ser despachados e porque não tinham ISNB não podiam ser enviados. O que devia ter feito era pedir o livro de reclamações e escrever nele mas aí todas a gente nega a entrega desse livro e tem medo que a gente escreva mesmo com razão.

Não identifiquei a funcionária mas posso deslocar-me a essa estação dos correios para o fazer pessoalmente caso queiram averiguar tal situação, é a pessoa mais forte e de grande porte que exerce funções naquele lugar e a sua atuação no sentido de ver o ISBN dos livros em causa parecia a de alguém da GNR/brigada fiscal à procura de produtos ilícitos e não foi nada agradável e deu mau aspecto ter de tirar todos os livros dos envelopes, que ainda eram bastantes para depois não serem enviados, principalmente para quem estava a ver tal espetáculo.

Aqui fica a queixa e espero uma resposta sobre se os livros ISBN podem ou não ser enviados para outros leilões, ao abrigo taxa editorial, que no caso dos livros pode ser usada por particulares, como é o meu caso.

Será que isto só acontece devido a situação monopolista da vossa instituição no transporte de correspondência e afins? É que se houvesse mais empresas no sector, isto, de certeza, não teria acontecido.

Eu, que faço parte da «winkingboobks», instituição de troca de livros preciso de vós para enviar livros, mas se houvesse outra empresa a fazê-lo, de certeza, que não me veriam mais aos balcões da vossa empresa, pois chegou-me perfeitamente para ver a prepotência naquele balcão onde não pude enviar aqueles livros e não eram tão poucos como isso.

Posso dizer que acabei por os enviar mas em envelopes verdes para não ter que aturar as birras de outra funcionária (e da segunda vez teria de escrever no livro e reclamações), com os prejuízos para mim usufruídos daí pois os envelopes verdes são mais caros e não usufruem de taxa editorial.

Abaças, 2012-11-12

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