Funcionarios Publicos

O esprito de funcionrio pblico
-me difcil conviver com o esprito de funcionrio pblico.

Foi com alegria :))) que comemorei a noticia das medidas tomadas pelo governo em relao aos funcionrios pblicos, j tardava… bem feito para os funcionrios publicos pois essa escumalha sempre ganhou bem e nunca fizeram nada! para no falar do abuso de poder e assdio psicolgico que sempre existiu entre chefes com funcionrios e funcionarios com funcionarios.E claro! o conselho executivo da escola… que sempre fez tudo isto com reaquintes de malvadez… Espertos ahh? Agora esto a ter o que merecem! NO PASSAM TODOS DE ESCUMALHA que se lixam uns aos outros !

Eu trabalho. O que no o mesmo que dizer que estou a trabalhar 100% do tempo em que estou no escritrio, mas naquilo que eu fao nunca tem havido falta de coisas para fazer e como, desde que comecei a trabalhar, sou resopnsvel pela gesto do meu prprio tempo, tenho que ter ateno s tarefas, fazer previses de ocupao de tempo e etc.

Mesmo nos dias em que no me apetece fazer nada, tenho que trabalhar. E isto no se passa apenas na empresa onde estou agora, sempre foi assim.

portanto com dio profundo que conheo casos ou ouo histrias daquelas pessoas que vivem o seu trabalho com aquele esprito to conhecido no nosso pas e apelidado “funcionalismo pblico”. E mais uma vez estamos aqui a generalizar… eu odeio generalizaes, mas por vezes so a maneira mais simples de transmitir uma ideia.

Vejamos, no se pode dizer que todas as pessoas que trabalham na Funo Pblica ajam da mesma maneira… de certeza que no, mas que existe uma grande fatia que o faz, existe, caso contrrio no teria surgido o estereotipo.

J sabemos como : a pessoa chega a horas, todos os dias e perde uma certa parte da manh a dispor objectos na secretria, a cumprimentar os colegas, a beber caf e a dar uma vista de olhos nos sites favoritos.

Quando chega a hora de almoo, a tcnica sair para almoar uma hora antes do chefe. Porque assim pode-se usufruir de duas horas de almoo, desde que se regresse cinco minutos antes do chefe, ele nunca saber quanto tempo estivemos fora.

Eventualmente, depois de almoo preciso fazer algum trabalho, qualquer coisa simples. Mas a tcnica para no ter muito trabalho implementar desde cedo uma ttica de inflexibilidade: no posso, estou muito ocupado, para fazer isso tenho que largar aquilo. Mesmo que, evidentamente, no seja bem assim.

A partir das 4 horas, comea a contagem decrescente. Este tempo passado a olhar para o relgio, espera que sejam 5. Mandam-se uns mails com piadas para os amigos e lem-se os mails com piadas enviados pelos amigos.

s cinco horas altura de arrumar as coisas. Tal como numa escola, em que toda a gente comeava a arrumar as canetas pouco antes da sada, para se perder menos tempo de recreio, o funcionalista mete a carteira no bolso do casaco, arruma as canetas no copinho, pe o telemvel ao cinto, enfim, vai arrumando as suas coisitas.

Ao toque das cinco e meia, at parece que tem molas no cu. Salta da cadeira e ala que se faz tarde pela porta fora. Amanh h mais… do mesmo.

Eu no odeio horrios… ou melhor eu ODEIO horrios. Eu acredito que, se as pessoas fossem responsveis pelo seu trabalho e se a gesto fizesse aquilo que suposto, cada um poderia ser responsvel pelo seu prprio horrio, usufruindo de uma flexibilidade que s poderia aumentar a qualidade de vida de cada um de ns. Mas como o rebanho anda sempre velocidade da ovelha mais lenta, levam os responsveis pelos irresponsveis e andamos assim todos a toque de pica-ponto.

O que eu queria dizer com “no odeio horrios” que acho muito bem que os horrios, existindo, sejam cumpridos. E se o funcionalista pblico d s de Vila Diogo ao toque da hora certa, eu e muitas outras pessoas deixamos passar o toque e mais uns quantos toques, antes de finalmente nos arrastarmos at casa.

Pessoas h at que chegam a trabalhar 24 horas de uma s assentada, hipotecando apenas a sua sade mental.

Portanto acho que a verdade, como sempre, deve estar algures entre o tipo que chega, no faz nada e sai tabela e o tipo que trabalha 12 horas por dia, todos os dias e ainda vai ao sbado acabar coisas.

Ou ento, muito provavelmente, a verdade est numa ilha na Polinsia Francesa. melhor eu ir l ver…

Um pensamento em “Funcionarios Publicos”

  1. Ofende este tipo de generalizaes ao funcionalismo pblico. No h dvidas que existe e sobejamente conhecido e muitas vezes identificado este tipo de comportamento. Mas no se passa apenas na funo pblica ou no fosse tambm do conhecimento popular que “quando patro fora, dia santo na loja”. Certo que so sempre os funcionarios pblicos a pagar as despesas das crises criadas pelos oportunistas neo liberais. Mas isso outra histria e o que gostaria de deixar aqui como testemunho passa pelo meu dia a dia enquanto funcionrio pblico: o meu dia comea s 8 horas. Desloco-me 48 km para chegar ao meu local de trabalho. Sou responsvel por reas como Contabilidade diga-se: oramento de Estado, Privativo, POPH,anlise financeira, com elaborao de todo o tipo de mapas dirios/mensais/trimestrais/anuais/balancetes/conta de gerncia,Oramento da ASE, setores de Bufete, Refeitrio, Papelaria, Seguro Escolar, Subsidios, exportaes de estatsticas, leite escolar, contratao pblica, expediente, comunicados, controle de capitaes de alimentos, gesto de stocks de mercadorias, vendas dirias e mapas de tesouraria. Como trabalho numa escola fao ainda matriculas e tesouraria correspondente, anulaes, iscries, transferncias, gesto e atulizao de software informtico, horrios, controle de faltas… etc, etc, s no fao vencimentos. Como se v, nunca tenho frio! no consigo ter barriga! e apesar de fazer tudo isto, tenho o meu salrio congelado desde 2009!! com avaliaes anuais de desempenho a roar o excelente j deveria ter progredido duas vezes… Fao horas quando preciso, j cheguei a sair semanas a fio s 19h e mais! J agora, com todas estas responsabilidades, ganho 640 por ms! e j me esquecia que sou Licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra! Nem todos os funcionrios pblicos podem ser generalizados

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