Queixa EMAC

Serve esta minha mensagem para demonstrar a minha indignação relativamente ao comportamento anti-ecológico e anti-cívico da empresa EMAC.

A situação que descreverei apresenta-se claramente como contraditória aos serviços e missões propostas publicamente pela EMAC, uma empresa que aparentemente tem como objectivo zelar pela higiene, bem estar e pela postura ecológica e ética na sociedade.

A EMAC, para quem não está ciente, tem um parque de pesados e veículos de trabalho em plena zona residencial perto do centro da parede, mais concretamente na Rua Gil Vicente, num descampado, onde os moradores estacionam as suas viaturas e onde crianças e mesmo cidadãos comuns não podem presentemente circular a pé, correndo o risco de serem atropelados, ou serem vítimas de algum pesado da EMAC que por esse local se desloque sem o mínimo de cuidado e responsabilidade cívica.

Essa zona pública (aparentemente), está desde há uns anos ocupada diariamente pelas referidas viaturas. Durante a noite estacionam cerca de 15 a 20 veículos, incluindo pesados, tractores carrinhas de caixa, ligeiros e os veículos pessoais dos funcionários. Os veículos pesados começam o dia de madrugada, sendo vários em simultâneo.

O ruído gerado é suficiente para acordar os habitantes das casas adjacentes, sendo às centenas as pessoas que já não dormem uma noite seguida há alguns anos. à noite os camiões e carrinhas voltam à “base” em questão, gerando o mesmo volume de poluição sonora, incómodo e sujidade pela poeira e terra levantada.

Esta situação agrava-se dado que o movimento das viaturas é constante ao longo do dia. Mais grave ainda, é a forma de condução que os funcionários da EMAC adoptaram para aquela zona (insisto: residencial e em pleno espaço de circulação de pessoas e animais).

A condução de tais viaturas é feita sem ter o mínimo de cuidado e respeito pelos moradores ou transeuntes. Além do ruído extremo que um pesado provoca em plena aceleração, o espaço de terra batida é utilizado como pista de rally e de aparente exibicionismo do virtuosismo de condução entre colegas, que divertidos e/ou sem consciência do mundo que os rodeia, saem e entram alegremente nas viaturas após tais barbaridades.

Há cerca de um mês tive que pedir ao condutor de um veículo pesado da EMAC se poderia desviar a viatura para eu poder entrar em casa, tal era o ridículo da situação: estacionamento de um pesado em cima do passeio (já fora do tal terreno que descrevo nesta mensagem) e a tapar um portão de entrada de uma residência. O senhor ignorou as minhas queixas, tendo primeiro ido entregar “documentos aos escritórios da EMAC” dali da zona.

O que me levou definitivamente a escrever esta mensagem foi mais uma dessas situações. Estando com a minha filha de 5 anos nesse local, assisti a cerca de 6 metros de nós uma cena lamentável de aceleração, poluição sonora e sujidade de poeira e detritos levantados por uma carrinha de porte médio da EMAC.

Os dois ocupantes da viatura divertiam-se bastante com a situação, como notei quando passaram por mim. Irritado com a situação e já tendo falado com vários vizinhos (que estranhamente não conseguem levar queixas nem reivindicações avante), resolvi pelos meios possíveis, tentar que alguma coisa seja feita. No site da EMAC, falam de responsabilidade civil, Eco-condução e atentados ecológicos. Todos estes pontos, e mais, são diariamente, claramente e abusivamente “atropelados” por estas viaturas e senhores. Mais: no site existe uma secção de um tutor do bairro, responsável pela vigilância de várias zonas destes concelhos.

Ora, tais tutores, não fazem mais que ter os telemóveis desligados, segundo pude constatar. Fiquei também na dúvida se estas pessoas, organizadas pela própria EMAC, poderiam queixar-se da empresa que mais polui e provoca stress na zona. Repetindo-me: a EMAC. Duvido que alguma queixa do Tutor do bairro vá para a frente nessa situação.

Resumindo, indigna-me que uma empresa com objectivos exclusivamente ecológicos não coloque em prática o que comunica, sendo mesmo o oposto da sua postura no dia a dia.

Tenho consciência, pelas evidências, que esta queixa deverá cair em saco roto, pois na sociedade presente não há mobilização e força suficiente para combater 20 camiões perigosos, poluentes e com falta de civismo.

By: Ricardo Machado

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