Renault Portugal

No passado dia 24 de Junho de 2009 adquiri uma viatura de Marca: RENAULT, Modelo: CLIO, Versão: BR1F0H, com a matrícula 67-HU-91, num dos Concessionários – “ROTOR – Sociedade de Comércio e Representações, S.A.” da Representante em Portugal – “RENAULT Portugal, S.A.”.

A partir de Junho de 2010, comecei a notar algumas incorrecções na pintura do carro, as quais a pouco e pouco foram aumentando.

Efectivamente, pude constatar que a pintura estava a sair, apresentando o veículo várias deficiências a esse nível, mais precisamente, ao nível do “capot” e, ainda, no tecto do veículo, onde a tinta está a descascar surgindo a parte cinzenta.

Acontece que, com o passar do tempo a situação tem vindo a piorar.

Perante tal circunstância, contactei os serviços da RENAULT, onde havia adquirido a minha viatura, para apresentar uma reclamação, uma vez que o veículo estava e, ainda está, abrangido pela Garantia.

Neste seguimento, fui informada de que a Reclamação apresentada iria ser remetida ao “Departamento de Cliente” acompanhada de fotos a sustentar toda a situação.

Uma vez que não obtive qualquer resposta à Reclamação apresentada, apresentei nova Reclamação, em 16 de Outubro de 2010, agora dirigida à “RENAULT Portugal, S.A.”, a reiterar o conteúdo da Reclamação previamente apresentada, tendo solicitado, de igual modo, a resolução das anomalias existentes.

Em Novembro, fui contactada por um Funcionário do concessionário onde havia adquirido o Veículo em assunto – “ROTOR – Sociedade de Comércio e Representações, S.A.” – a informar que iria ser realizada uma vistoria, por parte dos Serviços Técnicos da “RENAULT Portugal, S.A.” e, como tal, a solicitar o favor de deixar o veículo na Oficina do Concessionário, ao que prontamente acedi.

A 16 de Dezembro de 2010, obtive uma resposta da “RENAULT Portugal, S.A.”, a dar conhecimento que não iriam assumir a reparação das anomalias existente ao nível da pintura, uma vez que as mesmas se deveriam a excrementos de pássaros, com base no Relatório elaborado pelo Perito.

No entanto e, até à presente data, nunca me foi facultada cópia do referido Relatório, por parte da “RENAULT Portugal, S.A.”, embora a tanto se encontrem obrigados.

Perante tal posição, apresentei resposta por escrito, em 21 de Dezembro de 2010, a dar conhecimento que não aceitava a posição assumida, bem como, solicitei o envio de cópia do mencionado Relatório e, por último, que me informassem das situações que se encontram abrangidas pela “Garantia da Pintura”.

Apenas em Fevereiro de 2011, obtive resposta da “RENAULT Portugal, S.A.”, a dar conhecimento que a sua posição se mantinha inalterada, ou seja, que não assumem qualquer responsabilidade pelas anomalias existentes ao nível da pintura.

No entanto, em claro desrespeito pelos Seus Clientes, não me foi fornecida cópia do Relatório nem, sequer, pude obter qualquer tipo de esclarecimento em relação à “Garantia da Pintura”.

Uma vez que esta situação já se arrasta há muito tempo, vi-me forçada a recorrer à via judicial, para defesa e satisfação dos meus legítimos direitos.

Assim, em Fevereiro de 2011, o meu Advogado, interpelou a “RENAULT Portugal, S.A.”, no sentido de remeterem cópia do referido Relatório, bem como, a estipular um prazo para que a presente pendência fosse resolvida, sem recurso à via judicial.

No entanto e, mais uma vez, em total desrespeito não só dos Seus Clientes, mas também, do Advogado que me representa, não obtive qualquer resposta por parte da “RENAULT Portugal, S.A.”.

Ora,

Entendo que a situação supra descrita, se encontra coberta pela “Garantia Contratual da Viatura”, mais propriamente, a “Garantia Pintura Renault”, cujo prazo de duração é de três (3) anos a contar da entrega da viatura.

Não é, de todo, admissível que um ano após a aquisição de um automóvel de uma Marca tão prestigiada, líder de mercado a nível nacional, a mesma apresente tais defeitos ao nível da pintura.

Está aqui em causa, um veículo que, à data da Reclamação apresentada tinha apenas dezasseis (16) meses e, como tal, é considerado praticamente novo.

De igual modo, carece de todo e qualquer fundamento, a resposta apresentada pela “Renault Portugal, S.A.”, para declinar a responsabilidade pelos defeitos existentes ao nível da pintura, até porque a mesma se encontra estacionada numa garagem durante o dia e, durante a noite, fica estacionada na garagem de minha casa.

Nesta conformidade, de forma a não ser lesada nos meus legítimos direitos, solicitei à “RENAULT Portugal, S.A.” que procedesse à reparação do veículo com a matrícula 67-HU-91, através da pintura integral do mesmo, até porque ainda não decorreu o período de três anos, relativo “Garantia Pintura Renault”.

Por último,

É de lamentar a posição assumida pela “RENAULT Portugal, S.A.”, ao longo de todo este processo, desde logo, por não assumirem a pintura do carro que, como resulta do supra exposto, ainda se encontra abrangido pela “Garantia Pintura Renault”,

De igual modo, não é admissível que, um veículo praticamente novo tenha a pintura a descascar em quase toda a sua extensão, ao fim de apenas um ano de uso.

Diga-se ainda que, a conduta da “RENAULT Portugal, S.A.”, ao não responder às cartas por mim apresentadas e, ainda, à Interpelação efectuada pelo meu Advogado é reveladora da posição assumida no Mercado e, do total desrespeito pelos Seus Clientes.

Não é admissível que, uma Empresa Líder no seu ramo de actividade, com presença em todos os países do Mundo, tenha um Serviço de Pós-Venda que não presta qualquer tipo de apoio aos seus Clientes, nem sequer, se mostre disponível para prestar qualquer tipo de esclarecimento, embora a tanto esteja obrigada.

Perante tal circunstancialismo e, em face do total silêncio e negligência por parte da Representante da RENAULT em Portugal, decidi expor a minha situação neste site, de forma a evitar a interposição da compete acção judicial.

Inês Pinto

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