Conta Vencedora – Consultoria Financeira

Boa Tarde,

Venho por este meio, expor um assunto que não devo de forma alguma deixar passar em branco.

Numa situação já de desespero pois há muito que estava desempregada, respondi a uma oferta de emprego (oferta nº 587744772) que me foi apresentada pelo IEFP de Alcântara com as seguintes condições:
Salário – 485€/mês;
Contrato a termo de 3 meses renováveis, ou não; a tempo completo.

Após ser recebida numa entrevista no dia 3 de Fevereiro com o Sr. Manuel Augusto Alves da Cunha iniciei o trabalho a 7 de Fevereiro de 2011, fiz várias abordagens dando a conhecer a empresa Conta Vencedora – Consultoria Financeira e os serviços prestados por ela, inclusivé, cheguei a fazer deslocações ao sábado para recolher alguma documentação dos clientes.

Entretanto, o Sr. Alves da Cunha, pediu que trouxéssemos algum comercial que estivesse à procura de emprego pois iria precisar de mais e eu, tendo conhecimento de uma ex-colega da universidade (Sandra Helena Borges Tavares) que procurava emprego, convidei-a e iniciou a sua actividade a 21 de Fevereiro de 2011 nesta mesma empresa tendo tido conhecimento das mesmas condições que eu tinha.

No dia 2 de Março de 2011 ficámos a saber que tudo isto afinal não passava de uma “fantochada” em que não existe um vencimento base nem tão pouco um contrato, mas sim uma forma de iludir e atrair pessoas às entrevistas.

O Sr. Alves da Cunha imputou as responsabilidades ao IEFP dizendo que foi um equivoco por parte deste, por sua vez, o IEFP defende-se dizendo que ele foi bem claro na proposta que apresentou e que têm provas pois têm em seu poder os pedidos efectuados por ele.

De facto é lamentável o ponto a que chegámos no que diz respeito a burla e fraude, deixou de existir respeito pelas pessoas e já não somos tratados como seres humanos mas sim como números ou máquinas.

Na entrevista ele fez questão de dizer que esses 485€ iriam para à minha conta, estas foram as suas “falsas” palavras e ainda, o chefe de equipa José Braga sugeriu por meias palavras, como se eu não tivesse entendido, que o assunto ficasse entre nós.

Éramos 3 comerciais a fazer este trabalho diário, somos testemunhas umas das outras e temos arquivos que foram feitos por nós com as moradas, nomes e contactos dos clientes que abordámos todos os dias.

Coincidência ou não, ontem fomos esclarecer este assunto no IEFP e, no final da tarde de ontem ele fez chegar a estas instalações uma carta dizendo que estávamos a trabalhar com ele.

Conclusão, tudo isto é um esquema que já estava bem delineado mas qual será o objectivo?

Fugir às obrigações fiscais? Desconhecer a entidade Segurança Social? A agência Restauradores do Sr. Manuel Augusto Alves da Cunha encontra-se na Rua da Conceição da Glória nº 55 RC – Lisboa, a segunda agência Graça, encontra-se na Rua do Cardal à Graça nº 15 B- Lisboa.

Uma empresa destas dimensões, espalhada por quase todo o território nacional, cometendo este tipo de fraude e exploração é uma vergonha, não existe outra expressão capaz de retratar uma situação abominável quanto esta.

Conta Vencedora - Consultoria Financeira

Sabe-se à priori que os comerciais, habitualmente não têm vencimento base mas esta situação está completamente desenquadrada, uma vez que foi colocada no IEFP, que, por sua vez, não aceita de forma alguma propostas de emprego sem vencimento base e sem contrato de trabalho.

Na minha modesta opinião, penso que esta situação merecia ser investigada a fundo a fim de que no nosso país não continue havendo este tipo de situações que só têm a denegrir a nossa imagem tanto cá dentro como lá fora. Vão eles continuar a enganar?

Se pudessem interferir neste assunto de alguma forma seria muito bom para que todos vejam que ainda há quem faça justiça. Peço desculpa pelo incómodo causado e agradeço des de já a vossa especial atenção, os meus cumprimentos,

Darlene Ramos.