Reclamação sobre a Area Infinitas NorteShopping

Assunto: Reclamação / Solicitação de devolução do valor do artigo em numerário ou transferência

Passo a explicar mais abaixo o assunto pelo qual escrevo esta reclamação.

No passado dia 29 de Agosto de 2010 dirige-me à loja Area no Norte Shopping, em Matosinhos, afim de adquirir uma cadeira Gliss Cad. Branca para colocar numa das clínicas do Grupo Vital Center Lda.
Esta cadeira , à partida, seria igual a outras tantas adquiridas há aproximadamente 1 ano.

Para isso, e porque não tinham em stock, fui informado pela colaboradora Cristiana Leal que teria de efectuar uma reserva. Esta reserva para ser oficializada obrigaria a uma quitação de parte do valor da mesma. Efectuei de imediato a liquidação de parte do valor total de €99 C/iva incluído.

Foi-me dado um documento com o valor em questão que teria de trazer aquando o levantamento da mesma.
Passados alguns dias fui informado via telemóvel que a cadeira se encontrava disponível para levantamento.

Quando tive oportunidade dirige-me à referida loja no NorteShopping para proceder ao levantamento da mesma.
A mesma apresentava-se empacotada. Liquidei o valor em falta e levei-a para a referida clínica.

Após o processo de montagem da cadeira, deparei-me que a mesma apresentava um defeito pois baloiçava originado pelo desnível das pernas.

Dirige-me à loja Area do NorteShopping para proceder à sua troca. Uma das colaboradoras da loja confirmou que a mesma apresentava defeito tendo procedido à devolução e encomenda de nova cadeira.

O processo repete-se mais duas vezes.

Ligaram-me da loja, dirigi-me à loja, montei a cadeira na própria loja, e ambas baloiçavam.

Ora, como todas as cadeiras adquiridas à um ano não apresentavam este defeito, eu referi à colaboradoras Susana Brandão e Ana Vieira que o que eu procurava era uma cadeira que não baloiçava, pois, a meu ver, uma cadeira que custe €99 não poderá apresentar-se desta forma.

Fui informado que não valia a pena encomendarem mais cadeiras pois todas as que viessem apresentariam o mesmo problema. Referiram-me que as cadeiras teriam um defeito de produção.

Perante este facto solicitei a devolução do valor liquidado anteriormente.

Nessa altura informaram-me que não era prática da loja Area devolverem o valor.
Naturalmente que pareceu-me um esforço natural de uma empresa em dissuadir o cliente de recuperar o que é seu.
Acontece que, para o Grupo Vital Center, não existe nenhum item de interesse na loja Area, e por isso receber um valor em cheque não é justificável.

Procedi à leitura das condições gerais de Venda da loja Area.

Pude verificar que todos os artigos se encontram separados por temas:

Se verificarmos o artigo “7- Reclamações” podemos constatar o seguinte:

“ Em caso de defeito ou falta de alguma peça, o Comprador deverá informar o Vendedor…”

Eu informei três vezes o Vendedor.

Mais abaixo podemos ler o seguinte:

“Verificando-se o defeito ou falta de qualquer peça, o Vendedor garante a reparação ou a substituição dos Artigos com defeito…”

Procedi à devolução por três vezes ao Vendedor do Artigo. Não me garantiram reparação. Substituíram a cadeira três vezes. Informaram-me que seria um defeito de produção e que por isso não existia razão para insistirem na encomenda de novas cadeiras.

Mais abaixo no artigo 7 podemos ler o seguinte:

“Poderá ainda devolver ao Comprador o valor correspondente aos artigos contestados”

Solicitei a devolução do valor na mesma forma que foi adquirida a cadeira. Fui informado por Susana Brandão que não tinha autonomia nem independência para o fazer não podendo resolver o meu caso. Apesar de ter-lhe explicado que os meus direitos se encontravam salvaguardados pela Lei n.° 24/96 de 31 de Julho, e até pelas condições gerais da loja Area que eleva o meu direito à devolução do valor em questão.
A dita cadeira ficou retida na loja.

Procedi ao pedido do livro de reclamações e fiz uso do meu direito enquanto consumidor.

Nessa altura e porque estava a preencher o livro de reclamações foi-me dito pela colaboradora Susana Brandão que iria falar com o Director Comercial para que analisasse o meu pedido. Expliquei de forma clara que pretendia efectuar a resolução de contrato e por isso era a única situação que me interessava. Afirmou que iria expor o caso e consequentemente me iria ligar no próprio dia.

Saí da loja confiante que as minhas expectativas e os meus direitos iriam ser satisfeitos. Isto acontece numa sexta-feira, 10 de Setembro.

Não fui contactado no próprio dia.

Liguei no seguinte sábado. Fui informado que o Departamento comercial não trabalhava ao fim-de-semana e por isso me daria uma resposta na segunda-feira sem falta.

Não fui contactado na segunda-feira.

Liguei na quarta-feira, dia 15 de Setembro. Falei com a colaboradora chamada de Natália que me informou que iria falar com Susana Brandão e que o meu assunto seria resolvido pois o Director Comercial estaria na loja por volta das 15h.

Liguei por volta das 16h e falei com outra colaboradora que me informou que Susana Brandão estaria em formação e que nos dois dias seguintes estaria de folga pelo que o melhor seria apenas ligar no seguinte sábado.

Por volta das 21h30 fui contactado pela colaboradora Ana Vieira. Esta foi a primeira vez que fui contactado por um elemento da loja Area para proceder à resolução do meu caso.

Ana Vieira disse-me que após falar com o Director Comercial que o mesmo estava disposto a fornecer um vale do respectivo valor e que poderia usá-lo pelo prazo de um ano. Mais uma vez referi que o que eu procurava era a resolução do contrato com a dita devolução do valor. Mais uma vez, esta situação está prevista na lei.
Foi-me dito que não podia fazer mais nada por mim e que deveria ligar para o serviço de apoio ao cliente. Este número de apoio ao cliente que eu tinha tentado ligar durante a última semana pelo menos três vezes e da qual não obtive nenhuma resposta a não ser de um atendedor automático.

Portanto,faço um alerta para a aquisição de artigos na Area. Se não reclamarem a empresa nunca alterará os seus comportamentos.

O meu processo continua em análise e irei avançar judicialemnte caso não obtenha respota no prazo de 30 dias.

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